terça-feira, 14 de outubro de 2008

Claude Levi Strauss.


Nasceu em uma família Judeu-belga em 1908, foi um dos grandes pensadores do século XX, e foi um dos discípulos de Sausurre, onde deu ênfase ao estruturalismo sendo uma das principais idéias de Levi Strauss.

O estruturalismo é um modo de pensar e um método de analise que era praticado no século XX, estudavam os seres humanos e analisavam sistemas examinando as relações e funções dos elementos que constituíam esses sistemas, variando das línguas humano e sócio culturais aos contos folclóricos e textos literários.
O estruturalismo virou moda intelectual nos anos 60 e 70, pois teve uma ampla audiência, alcançando uma influência praticamente universal, fazendo com que o seu nome vira-se sinônimo dele. Os livros (O pensamento selvagem), fala que as línguas contem uma razão que obtém suas razões e que estas são desconhecidas pelo ser humano. (Tristes Trópicos) nessa obra ele conta como sua vocação de antropólogo predominou durante as viagens pelo interior do Brasil, houve muitos interesses dos especialistas nas obras o autor, pois desde aquele tempo o estruturalismo de Levi Saraus tornou-se informação obrigatória na filosofia, psicologia e sociologia. Claro respeitando a diferença dele pela história, pode se entender que a antropologia estrutural é um método de tentar entender as histórias das sociedades.
Então podemos concluir que o estruturalismo é uma maneira pela qual compõe a sociedade, e dentro da sociedade existem várias outras estruturas, onde essas estruturas determinam como devemos agir, pensar, comportar-se diante da sociedade.

As obras do Autor:
Ø As estruturas elementares do Parentesco (2003).
Ø Tristes Trópicos (1996).
Ø O Pensamento Selvagem (1989).
Ø Antropologia Estrutural (1996).
Ø Antropologia Estrutural Dois (1993).
Ø Mito e Significado (2000).
Ø A Oleira Ciumenta (1987).
Ø O Cru e o Cozido (1991).
Ø O Olhar Distanciado (1986).
Ø De Perto Distanciado (1986).

Em analise as culturas, e se baseando no estruturalismo podemos observar de um modo muito interessante à cultura indígena, relacionando a cultura do branco.

A organização social dos índios:
As organizações sociais dos índios são bem mais simples comparadas ao do homem branco, não existem classes sociais, não existem bens materiais, a terra é de todos, e toda a aldeia se une para trabalhar em prol da sociedade, dividindo as tarefas, e o que conseguem com o trabalho. Isto é bem ao contrario a do homem branco onde ele vive em um mundo em sua maioria capitalista onde busca cada vez mais ter mais e mais, e isso a maioria das vezes acontece tirando de alguém, de uma forma exploratória.

A hierarquia:
A hierarquia das tribos de índios é muito determinada, com apenas duas figuras que são muito importantes para as tribos, os pajés e o cacique, a importância do pajé e de receber as mensagens dos deuses, e também é uma espécie de medico, ele quem receita chás e ervas para curar as doenças; o cacique também é importante para tribo, ele quem cuida da organização da tribo e também orienta na execução dos trabalhos.
Já do lado do homem branco, a sua organização e bem mais complexa, tendo “n” números de pessoas que mandam, e governam o país, existem os poderes legislativo, judiciário e executivo, e ainda podemos ter as hierarquias em nosso dia a dia de trabalho. Isso quer dizer gente mandando em gente,”quem tem mais chora menos”.

Conclusão:
Podemos então concluir em uma breve analise das estruturas, que a simplicidade da cultura dos índios faz com que eles tenham uma vida de certa forma mais tranqüila da que a dos homens que vivem em grandes centros urbanos, tendo o medo ao seu lado, com a violência que assola a vida de toda a preocupação de se manter no topo de um “ranking social” que colocamos em nossas vidas.
E de certa forma, foram os brancos quem trouxeram uma vida de conflitos ao mundo dos índios, muitas doenças vieram com a colonização, conflitos por terras, por tesouros que as terras nos proporcionam; fizemos uma mudança lenta, porém contínua na estrutura que os índios tinham antes de conhecer o mundo dos brancos.
Em entrevista ao proprietário e responsável pelo jornal O Pioneiro Rafael Govari, foi feito uma entrevista de maneira ampla e que se aborda a sua experiência em ter um jornal no município de Canarana.

Acadêmicos: Como surgiu a idéia de criar um jornal?
Rafael: Tudo começou quando eu trabalhava em um jornal aos 16 anos no Rio Grande do Sul, um parente meu me fez o convite para trabalhar, trabalhei dois anos fazendo alguns anúncios, mas o maior ponto forte meu era nas assinaturas e renovação das mesmas; era conhecido como “garoto do jornal”, o jornal ficava perto de Ijúi onde fazia faculdade de filosofia, porem o meu maior sonho era de servir ao exercito, porem não consegui ficar muito tempo servindo ao exercito e acabei desistindo, sem emprego e sem faculdade resolvi vir para canarana já que a minha família toda morava aqui no município, então tive foi onde surgiu a idéia de montar o jornal aqui visto que não havia nenhuma na cidade.

Acadêmicos: Quais foram as maiores dificuldades?
Rafael: As minhas maiores dificuldade foram à falta de experiência em se administrar toda a parte de um jornal, e também dificuldade financeiras, e com a cultura da cidade, pois as pessoas não tinham o costume de ler jornal.

Acadêmicos: Qual a tiragem do jornal, e as cidades em que são distribuídos?
Rafael: A tiragem do jornal é de 1000 exemplares, destes 700 são distribuídos no município para as pessoas que tem assinatura e os outros 300 exemplares em parceria com as viações Xavante e Frigotur são distribuídos cinco exemplares pra 18 municípios, sendo eles: Água Boa, Barra do Garças, Bom Jesus do Araguaia, Campinapolis, Cocalinho, Confresa, Gaúcha do Norte, General Carneiro, Nova Nazaré, Nova Xavantina, Novo São Joaquim, Pontal do Araguaia, Porto Alegre do Norte, Querência, Ribeirão Cascalheira, Ribeiraozinho, São Felix do Araguaia e Paranatinga, sendo os cinco exemplares distribuídos entre a prefeitura e a câmara de vereadores de cada município.

Acadêmicos: O artigo quinto da constituição garante a liberdade de expressão, mas o sindicato dos jornalistas costumam fazer pressão para que haja um jornalista responsável. Você já teve um tem problemas desse tipo?
Rafael: Não tive problemas com o sindicato, seria importante que todo mundo que se trabalha na área fosse formado, e também não teria problemas com o sindicato visto que tenho um jornalista que assina por ele, ficando amparado.

Acadêmicos: A noticia que foi mais importante em sua opinião para a sociedade?
Rafael: Foi de uma senhora que sua neta precisa de ajuda visto que tinha um problema de saúde e que precisa fazer um tratamento fora do município, e que também precisava tomar leite de cabra, fiz uma matéria para ajudar à senhora e depois de dois anos ela veio me convidar para o aniversario de sua neta, e que a mesma se encontrava bem, pois tinha recebido varias ajudas.
E também de um protesto onde as empresas fecharam as portas em protesto à crise que houve com o soja, fiz o anuncio das empresas que aderiam à greve.

Acadêmicos: A noticia mais triste que já publicou?
Rafael: Foi sobre o atropelamento da menina Patrícia, pois quando ficou sabendo quem havia atropelado descobri que era uma pessoa muito amiga minha e fiquei triste tendo que noticiar o nome dela no meu jornal.

Acadêmicos: Onde é impresso?E qual a sensação em se ter que concluir uma edição e de repente surgir uma noticia muito importante na ultima hora?
Rafael: Em Ijúi, mando na terça feira à tarde, o jornal é impresso na terça de noite, e mando na quarta de manha e chega a sexta aqui. Não há muito o que se fazer apenas de torcer para que não seja noticiado e esperar para publicar na semana seguinte.

Acadêmicos: Você atrasa a publicação ou publica a noticia na semana seguinte?
Rafael: Publico na semana seguinte.

Acadêmicos: Tem previsão de vir a ser um jornal diário?
Rafael: Aqui em Canarana não, talvez duas vezes por semana se tiver a impressão aqui.

Acadêmicos: Alguma matéria publicada por vocês já saiu na mídia nacional?
Rafael: Não, só em sites de Mato Grosso, uma vez mandei uma reportagem para a folha de São Paulo, sobre dois irmão gêmeos filhos de índios que vieram morar na cidade, pois na aldeia seriam mortos; nem sei se saiu à reportagem.

Acadêmicos: Qual o maior furo de reportagem já realizado?
Rafael: Foi do “Barrelinha” que foi encontrado perto da Serra Dourada, quando a policia adentro ao mato em captura de assaltantes que haviam assaltado a rodoviária de Serra Dourada e em perseguição na mata foi encontrado a ossada e que mais tarde através de exames foi comprovado que era do adolescente “Barrelinha” que estava desaparecido há algum tempo.

Acadêmicos: Alguma estratégia especial para cobrir as eleições municipais?
Rafael: Só repassar noticias sobre os candidatos que fossem repassado pelas autoridades, e colocar somente o que era falado pelos mesmos, e em relação às duas coligações, foi dividido em partes iguais, cada um teve a oportunidade de expor a sua imagem em um oitavo de pagina do jornal por coligação.

Acadêmicos: O que ta achando da experiência?
Rafael: Acho muito bom, hoje tenho uma experiência muito grande, acabei com vários medos meus, mudou tudo em minha vida, antigamente tinha ate medo de conversar com uma vendedora de sapatos, hoje não tenho mais esse problema de enfrentar uma conversa frente a frente. As pessoas me respeitam pois hoje tenho credibilidade com o meu jornal.
Tornei-me de um menino que não sabia, lutei e hoje tenho credibilidade e hoje as pessoas confiam em mim.
Estruturalismo:

0 comentários: